22 abril 2006

O Pacto de Deus com o homem


As Escrituras nos falam de Gênesis a Apocalipse sobre este pacto, do pacto de Deus com seu povo. È o tema central das Escrituras, o seu fator unificador. O domínio de Deus através de relacionamento pactual soberano. È a historia da redenção.


O Pacto de obras

O primeiro pacto feito com o homem era um pacto de obras; nesse pacto foi a vida prometida a Adão e nele à suas prosperidade, sob a condição de perfeita obediência pessoal.

O Pacto da Graça

O homem, tendo-se tornado pela sua queda incapaz de vida por esse pacto, o Senhor dignou-se fazer um segundo pacto, geralmente chamado o pacto da graça; nesse pacto ele livremente oferece aos pecadores a vida e a salvação por Jesus Cristo, exigindo deles a fé nele para que sejam salvos; e prometendo dar a todos os que estão ordenados para a vida o seu Santo Espírito, para dispô-los e habilitá-los a crer.

As dispensações da Graça(Testamentos)

Este pacto da graça é freqüentemente apresentado nas Escrituras pelo nome de Testamento, em referência à morte de Cristo, o testador, e à perdurável herança, com tudo o que lhe pertence, legada neste pacto.

A antiga dispensação ou Velho testamento

Este pacto no tempo da Lei não foi administrado como no tempo do Evangelho. Sob a Lei foi administrado por promessas, profecias, sacrifícios, pela circuncisão, pelo cordeiro pascoal e outros tipos e ordenanças dadas ao povo judeu, prefigurando, tudo, Cristo que havia de vir; por aquele tempo essas coisas, pela operação do Espírito Santo, foram suficientes e eficazes para instruir e edificar os eleitos na fé do Messias prometido, por quem tinham plena remissão dos pecados e a vida eterna: essa dispensarão chama-se o Velho Testamento.

A nova dispensação ou Novo testamento

Sob o Evangelho, quando foi manifestado Cristo, a substância, as ordenanças pelas quais este pacto é dispensado são a pregação da palavra e a administração dos sacramentos do batismo e da ceia do Senhor; por estas ordenanças, posto que poucas em número e administradas com maior simplicidade e menor glória externa, o pacto é manifestado com maior plenitude, evidência e eficácia espiritual, a todas as nações, aos judeus bem como aos gentios. É chamado o Novo Testamento. Não há, pois, dois pactos de graça diferentes em substância mas um e o mesmo sob várias dispensações.



Extraído da Confissão de fé de Westminster

15 abril 2006

As tensões da vida cristã


"Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o homem interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós
um peso eterno de glória mui excelente, não atentando nós nas coisa que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas"2Co 4. 16-8

A vida cristã é repleta de “tensões”.


A "tensão" entre o que é eterno e o que é temporal.

A busca pelo que é eterno tem sido perdida de vista pelos cristãos. Somos tentados a passar temporalmente e a nos apegar ao que é palpável e material. Buscamos satisfação através das “coisas”. No entanto as “coisas” são temporais, mas as pessoas são eternas. C.S.Lewis diz “Ninguém conversa com um ser meramente mortal” e “nações, culturas, artes, civilizações – esses sim, são mortais”. Amar ao próximo segundo os padrões do Reino significa a busca pelo que é eterno.

A "tensão" entre o que é visível e o que é invisível.

Não enxergamos além do que os nossos olhos podem ver. Queremos a recompensa dos homens e não a recompensa de Deus(Mt 6.6). As coisas visíveis passam, mas as coisas que não se vêem são eternas(2Co 4.18). Não ansiamos a felicidade segundo os padrões do Reino em contraste aos padrões deste século, desta era presente. Segundo estes não há nada de feliz em: ser humilde de espírito, chorar, ser manso, misericordioso, limpo de coração, pacificador, em ter sede de justiça e ser perseguido por ela. Segundo os padrões temporais felicidade consiste em se ter saúde e bens materiais, é uma felicidade efêmera. Esquecemos que somos como a erva que cresce e que seca, e que os tesouros da terra enferrujam e apodrecem. Ajuntemos pois tesouros nos céus e não terra(Mt 6.19,20).


A "tensão" entre o "já" e o "ainda não".

Já fomos salvos, mas a nossa salvação ainda há de ser consumada. Já fomos livres da condenação do pecado, mas ainda não da presença dele. Já fomos justificados mas ainda não glorificados.


A "tensão" entre o "vivam no mundo"(Jo 17.15) e o "não sejam do mundo"(Jo 17.14)

“Mundo”pode significar a terra, planeta em que vivemos e pode significar as coisas hostis e que desagradam a Deus. A dificuldade de viver no mundo sem se adequar e se conformar nossas mentes a este século(Rm 12.2). Que sejamos como peregrinos e não como turistas.